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INSIGHTS SOBRE O SEMINÁRIO DE HIDROGÊNIO

Passados aproximadamente 50 dias da realização do Seminário Internacional Nosso Futuro com Hidrogênio realizado em Piracicaba - SP, senti a necessidade de escrever este artigo para registrar os principais insights que captei como jornalista, durante as entrevistas realizadas com alguns dos maiores expoentes do país em energias renováveis, mobilidade e temas relacionados à produção, uso e comercialização do hidrogênio.


Importante destacar que todas as entrevistas foram captadas num pequeno estúdio que montamos nas dependências do Teatro Erotides de Campos que sediou o evento em Piracicaba, onde conversei de maneira informal com painelistas e convidados, conseguindo assim reunir um conteúdo inédito que totalizou 150 minutos de depoimentos. Este acervo digital já pode ser acessado por meio do link https://www.h2contenthub.com/entrevistas


O 1º ensinamento é que a necessidade da descarbonização dos nossos processos produtivos como forma de evitar as temíveis mudanças climáticas deve ser prioridade, vide o que está acontecendo nas últimas semanas com as enchentes de proporções bíblicas que têm devastado o Estado do Rio Grande do Sul. Não podemos mais sustentar a nossa economia com base nos combustíveis fósseis, que nos foram úteis até aqui é verdade, mas que causam danos ao meio ambiente ao liberar o dióxido de carbono (CO2) durante a sua queima, contribuindo assim em larga escala para o aquecimento global.


Outra lição: o Brasil está numa situação mundial favorável porque possui uma matriz energética altamente renovável, o que nos confere vantagens competitivas em relação aos outros países. Só na área de mobilidade por exemplo, já temos carros híbridos flex que funcionam com o uso de biocombustíveis e energia elétrica limpa disponível para veículos plug-in, enquanto que os modelos fuel cell, podem ser abastecidos diretamente do hidrogênio ou mesmo a partir da reforma do etanol para se chegar no hidrogênio.


Precisamos agora unir governo, universidade e iniciativa privada para definir estratégias claras para explorar nosso potencial energético e não perder o bonde da história.

Mais do que uma promessa incerta para o futuro, o hidrogênio realmente deve ser visto como uma excelente solução energética para os dias atuais, porque cumpre requisitos básicos, sendo não poluente ao meio ambiente, encontrado em abundância na natureza para atender a demanda mundial, com a sua produção se mostrando cada vez mais viável economicamente, embora ainda existam divergências sobre a melhor rota para produzi-lo.


Contudo a descarbonização é um processo que, para ser colocado em prática, precisa contar com todos os atores da sociedade. A discussão sobre os gargalos para a produção, uso e comercialização do hidrogênio em larga escala ainda precisa ser massificada, seja por meio da elaboração de políticas públicas ou mesmo da realização de novos eventos que proponham uma discussão aberta sobre o tema.


O Seminário Internacional de Piracicaba, indiscutivelmente, foi um divisor de águas para o nosso ecossistema de inovação e pesquisa, que recolocou o município na pauta mundial dos biocombustíveis e bioenergia. Se não houve unanimidade nos debates em cada painel apresentado, diante da riqueza da diversidade de opiniões, houve um consenso sobre a sua relevância e ineditismo.


Acredito que assim como Agrishow - a maior feira de tecnologia agrícola do país está ligada de maneira umbilical a cidade de Ribeirão Preto/SP, esse Seminário de Hidrogênio vai crescer simultaneamente com o nosso município. Até porque nenhum governante em sã consciência encerraria este debate urgente, global e democrático, que nasceu às margens do Rio Piracicaba e que continuará reverberando por muitas décadas




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